Quantas máscaras você usa?

Quantas máscaras você usa?

Quem é você nos vários ambientes que frequenta? Você já parou para perceber quantas versões de você existem?

Nos moldamos aos ambientes, as pessoas, as crenças, as ideias para sermos aceitos e fazermos parte de algo. Nos submetemos a modelos impostos nos diversos ambientes que frequentamos, no trabalho, na vida conjugal, na igreja, na família, na vida social que até esquecemos quem realmente somos, tudo motivado por uma busca de pertencimento e reconhecimento e muitas vezes nem nos darmos conta das consequências desse comportamento.

Usamos máscaras o tempo todo, não só para obter resultados, mas também para nos proteger de julgamentos, esconder nossas falhas, nossa vulnerabilidade, nossos defeitos, nossa verdade, especialmente quando acreditamos que essa verdade está inadequada aos padrões impostos pela sociedade que vivemos.

Muitas vezes não concordamos com algo, mas nos calamos para não nos expor por medo de sermos excluídos e rejeitados. Outras vezes deixamos de nos posicionar e ferimos nossos valores para sustentar uma imagem ou nos escondemos por trás de crenças e instituições achando que elas nos protegem, e nem percebemos que são essas crenças que estão no matando, mas não tomamos nenhuma atitude para nos mantermos adequados. Fingimos uma felicidade e uma vida perfeita para sermos admirados, quando na verdade o que vivemos não é nada daquilo que demostramos. Em certos ambientes somos agradáveis e divertidos, em outros, somos nervosos e agressivos. Para uns somos gentis e prestativos, para outros amargos e impacientes. Usamos roupas que não nos representam só para manter um status social. Nos escondemos por trás de resultados para nos mostrar excelentes quando somos um fracasso naquilo que realmente é importante. A pergunta que fica é: porque usamos tantas máscaras? Temos vergonha de quem somos ou não sabemos quem somos de verdade? Sustentar todas essas máscaras demanda um esforço enorme e um gasto diário de energia que prejudica nossa saúde em vários níveis, e não nos leva a lugar nenhum. Ao contrário, mina nossa força vital e traz desequilíbrio, nos torna escravos do medo, e com o tempo passamos a não ser mais capazes de sustentar nossa verdade e vencer nossos desafios. Nos perdemos de Deus e de nossa essência original.

Despegar de todas as máscaras é o início de uma jornada de autoconhecimento que exige coragem de acessar nossas sombras e vulnerabilidade para passar pelo que for necessário afim de corrigir a rota. Requer acima de tudo, fé em nós mesmos e naquele que nos criou. Temos medo da mudança, do desconhecido, de soltar e deixar ir o que é preciso, mas às vezes é necessário perder para ganhar. Queremos segurança o tempo todo e de certa forma as máscaras proporcionam uma falsa proteção, porém, quando nos permitimos recomeçar e abraçar nossa verdadeira identidade, nos amar como seres autênticos, percebemos Deus em nós. Ele é tudo o que precisamos, é a maior segurança que podemos ter. E quando nos tornamos um com Ele, lembramos quem realmente somos: filhos de Deus!

Deus nos fez únicos, cheios de dons, talentos e formas de ver e interagir com o mundo que são peculiares. Ele conhece nossa essência original. Fluir na alegria do ser é trazer leveza para vida, torná-la produtiva e prazerosa. Encontrar coerência é viver na verdade e isso traz liberdade.